A doença consiste no aparecimento do endométrio - fina camada que recobre o útero -, em outros lugares, como o ovário, as trompas de falópio, chegando nos casos mais graves, a atingir o intestino e a bexiga. As causas da endometriose ainda não são conhecidas, o que torna ainda mais imprevisível o seu aparecimento.
-Existem várias teorias para a gênese da doença, mas nenhuma delas explica todos os casos. Todas as mulheres, durante a menstruação têm fluxo retrógrado (para trás) para a cavidade abdominal. Contudo só aquelas com fatores imunológicos debilitados não conseguem destruir o endométrio fora de sua localização original – explica o ginecologista André Ferreira.
Problema ainda não tem cura
Em outras palavras, se o fluxo retrógrado se perder no organismo, quem está com a imunidade baixa não consegue destruir o endométrio depositado em outro lugar.
Apesar de atingir entre 5 a 10% das mulheres em fase de reprodução no mundo, a endometriose ainda não tem cura. No entanto, o tratamento serve para limitar o crescimento da doença e minimizar a dor e os outros sintomas.
- São mais de 10 tipos clínicos e cirúrgicos diferentes para o tratamento. Vai depender da extensão da doença, do desejo de engravidar e da idade da paciente – afirma o ginecologista.
Tratamento
Para um diagnóstico preciso sobre a doença, é necessário realizar alguns exames. Depois da ida ao ginecologista, o exame clínico e o histórico do paciente podem dar as primeiras dicas.
-A história clínica da mulher sugere a causa, mas o diagnóstico final só sai por laparoscopia, que é a visualização do abdômen, sob anestesia, com uma câmera de vídeo – descreve Ferreira.
Em alguns casos, o ginecologista solicita também exames bioquímicos (dosagem química) e ultra-sonografias.
O tratamento busca controlar os níveis de hormônio (estrógeno e progesterona) que causam o crescimento do endométrio. O medicamento usado é o anticoncepcional para interromper a menstruação por algum tempo. Em casos extremos, recorre-se à cirurgia, que pode ser feita com laser para a retirada de resquícios do endométrio e, em último caso, faz-se a remoção do útero.
Como não há medida preventiva, a mulher deve sempre fazer a visita periódica ao ginecologista. Só assim estará longe do fantasma da infertilidade.